domingo, 13 de dezembro de 2009

Sobre o Amor a Deus

É muito interessante ouvir algumas pessoas falarem a respeito de amor em relacionamentos entre casais,contando sobre o início do namoro,o noivado e o casamento e como o amor se revelou e se modificou nesse tempo.
Geralmente,no início do namoro,existia aquela vontade de estar sempre junto,de participar de cada momento da vida da pessoa amada.
Sempre se buscava uma oportunidade de surpreendê-la,com algum gesto ou presente.
Antes de tomar algumas decisões,sempre se refletia sobre os desejos da outra pessoa e se,por exemplo,jogar bola com os amigos,a chatearia ou não.
Nesse início de relacionamento, era impossível passar algum tempo sem pensar na pessoa amada.
Porém, o tempo foi passando, o relacionamento se desenvolvia a cada dia e o amor se tornou “sólido, duradouro”,ou,para alguns foi “amadurecendo”.
Mas, muitas coisas [que normalmente são lembradas com muita saudade] foram deixadas para trás.
Já era mais fácil ficar algum tempo separada da outra pessoa; as tentativas de surpreender já não eram tão frequentes,na realidade,já havia sido criada toda uma rotina no relacionamento e era difícil sair dela.
Muitas decisões já não levavam mais em conta a vontade do outro... Mas, era bom saber que ao chegar em casa,haveria alguém por esperar,para estar próximo,alguém que saberia entender,apesar de não ser como no começo.
Todos nós já ouvimos histórias como essas algumas vezes.
E trazendo essa imagem do amor em relacionamentos entre casais para o nosso relacionamento com Deus,percebemos que as coisas funcionam de maneira muito semelhante.
No início de um relacionamento com Deus,há um intenso desejo de estar junto a Ele,de conhecer mais da Sua Palavra e receber a fresca revelação daquilo que estava escrito ali.Alguns são capazes de passar horas buscando a Sua presença,derramando o coração em adoração a Ele.
Nas oportunidades de anunciar as boas-novas do Evangelho,participam com dedicação e tentam falar de Jesus onde quer que andem ou façam.
Quando cometiam alguma ação que desagradava a Deus,o coração doía e,totalmente arrependidos,voltavam ao Senhor pedindo perdão.
Amavam a Deus com tudo o que tinha,até passando do ponto aceitável para alguns,mas era o que sentiam.
Porém,o tempo passou e o amor foi se tornando “sólido,duradouro”.A chama que levava a buscar mais da presença de Deus,já não era mais tão intensa,o amor havia “amadurecido”.
Tornou-se desconfortável falar de Jesus para outras pessoas e “incomodá-las” com a mensagem de salvação.
Muitos valores e princípios que incomodavam ao desobedecê-los,atualmente,não são mais tão “errados”.
O amor a Deus ainda existe,mas após adquirir a “experiência” de vastos anos de igreja não é mais preciso fazer algumas coisas que antes se fazia.
Porém,o que a Palavra de Deus nos diz é diferente:
Mt. 22.35
"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento."
Jesus menciona esse mandamento como “o primeiro e grande mandamento” (Mt.22.36)
Se nos relacionamentos humanos,as pessoas justificam essa mudança no amor como “amadurecimento’ , aquilo que Deus nos diz revela que dentro dessa visão humana,não devemos amadurecer NUNCA no nosso amor a Deus.
O amor a qual Jesus se refere nesse versículo é recheado de intensidade,é aquele tipo de sentimento que realmente domina e aquece o coração.
Ao amarmos a Deus dessa forma,cumpriremos tudo o que a Sua Palavra diz,pois o nosso desejo e todo o esforço será empregado para agradá-Lo.
E quando deixamos esse amor arrefecer em nossos corações,perdemos o eixo que nos leva para perto de Deus,afinal de contas,esse é o primeiro mandamento.
E o pior de tudo é que,por vezes,ao descer desse amor intenso a Deus,nos mantemos em um “estágio” de amor que não nos faz refletir sobre como temos andado com Deus.
Esse estado é revelado em Apocalipse 3.14-17
“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”
A igreja de Laodicéia havia entrado em um estado de amor morno e a própria passagem informa que é o pior estágio de amor que alguém pode estar.
O problema de manter um amor morno é que você não consegue identificar qual é a sua real situação.
Achamos que está tudo bem,que nada nos falta,que estamos cada vez mais próximos de Deus...Mas,quem escolhe esse caminho será surpreendido ao chegar no destino!
Manter o primeiro amor,amar a Deus de “todo o teu coração,de toda a tua alma e todo o teu pensamento” não é algo apenas para os novos convertidos,para os jovens...
É questão de sobrevivência para aqueles que querem andar com Deus.
Analise o seu coração e identifique:Onde está o meu amor a Deus?
Se você perceber que o seu coração se encontra morno ou até mesmo frio,é importante que você se arrependa diante de Deus,volte atrás e peça um avivamento em sua vida.
Peça para que Deus quebre as barreiras da religiosidade e toda a frieza,para que você possa voltar a viver o amor para o qual Ele nos desafia.
Com certeza,Ele irá responder!

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