domingo, 15 de outubro de 2017

Como você lê o Momento que te cerca?

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2 Crônicas 10

Logo após a morte do rei Salomão,  o povo de Israel procurou pelo rei Roboão, filho de Salomão e recém conduzido ao trono, para entender como se dariam as exigências de trabalho e de pagamento de impostos durante o seu reinado (v. 2-4).

Salomão havia sido um rei muito sábio, mas seus empreendimentos exigiram do povo grande esforço físico e financeiro, levando os israelitas à uma exaustão.

Após ouvir os questionamentos e antes de respondê-los, Roboão procurou conselho entre os sábios idosos, que acompanharam o reinado de seu pai, e os jovens, seus amigos (v. 5-11).

Roboão não ouviu os conselheiros mais velhos, que o aconselharam a diminuir a carga do povo. Ele preferiu o conselho dos jovens, que o orientaram a passar uma imagem de alguém que seria ainda mais duro e exigente que seu pai.

"...Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".
(2 Crônicas 10.14)

Diante desse cenário de tamanha incompreensão por parte do rei, o povo de Israel se rebelou contra a dura condição a qual estava submetido.

Em seguida, o reino fragmentou-se: dez tribos seguiram a Jeroboão, enquanto Judá ficou sob o reinado de Roboão, o rei insensato.

Como você tem lido os "momentos" que te cercam?

Às vezes, em variados aspectos da vida, pessoas e situações ao nosso redor estão implorando por uma mudança de postura da nossa parte. A família pede mais atenção; o trabalho pede nova capacitação; o relacionamento com Deus, mais intensidade...

Condições que berram aos ouvidos, pulam diante dos olhos, mas nós não temos dado atenção a esses fatos! Ao invés de ouvir os conselheiros sábios, temos escutado opiniões que não acrescentam; pelo contrário, levarão aquilo que está em nossas mãos a fragmentar-se.

Por vezes, precisamos saber ler o "momento" que nos envolve e perceber que seguir com o mesmo comportamento de outrora não é coerência, é tolice!

Reconsiderar, abrir mão da razão, doar-se mais, fazer renovado esforço, pedir perdão são atitudes sobre as quais não podemos ser orgulhosos, ainda mais se o "momento" nos pede para agir desse modo.

Sejamos mais sábios do que Roboão para não sofrermos as mesmas consequências que ele sofreu.

Cerque-se de conselheiros sábios (não importa a idade!), peça discernimento do Espírito para entender o "momento" ao seu redor e a inteligência para agir de modo correto!

domingo, 24 de setembro de 2017

Um Desafio à Generosidade!

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Um dos grandes desafios que a Palavra nos impõe é um chamado à generosidade.

Não é fácil ser generoso, especialmente quando encaramos essa característica com a face do nosso velho homem.
Este comportamento é impossível de existir sem a direção e a orientação sensível do Espírito Santo!

Vamos refletir sobre o que a Palavra traz a respeito de generosidade, para aprendermos sobre a maneira como o Senhor quer que nos comportemos frente a esse desafio!

Só podemos dar daquilo que temos recebido!

"Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo.
Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra." (Eclesiastes 11.1-2)

"Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia." (Mateus 6.11)

Acima de tudo, a generosidade precisa partir de um contexto de humildade. Por isso é importante lembrar: nunca seremos geradores de nada, só podemos compartilhar algo que recebemos!

Se temos pão para atirar na água, isso é consequência do fato de recebermos pão do Senhor para suprir as nossas necessidades.

A generosidade segundo Deus só nasce a partir de corações que já entendem ter sido abençoados!

Esse entendimento é importante, pois Deus não quer nos incentivar a uma generosidade motivada por barganha; devemos ser generosos, porque isso é parte da nossa identidade! É o que Ele nos criou para ser!

O apóstolo Paulo diz o seguinte em Efésios 2.10: "Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras as quais de antemão, Deus preparou para que fizéssemos"

Quando Deus nos desafia a ser generosos, Ele já tem dado tudo o que precisamos para agir desse modo, pois este é o propósito dEle para as nossas vidas!

Temos dado somente o que nos sobra ou temos sido sacrificiais no nosso ato de generosidade?

A nossa velha natureza é preocupada com a própria necessidade antes de tudo e em garantir o que é preciso para suprir as suas necessidades futuras e se possível, dos filhos, netos, bisnetos...

Depois que temos o essencial, partimos para toda ordem de supérfluos possíveis, a fim de gastar todo tempo, força e recursos que estão disponíveis em nosso próprio benefício.

Mas a generosidade decide abrir mão sacrificialmente de uma porção daquilo que é seu "MELHOR" para abençoar outras vidas que estão ao seu redor.

O dicionário deixa claro que generosidade é "característica da pessoa generosa, de quem se sacrifica em benefício de outra pessoa: comportamento que expressa bondade. Liberalidade."

Quando agimos assim. cumprimos o conselho de Paulo e nos assemelhamos à atitude de Jesus, que diz na Sua Palavra em Filipenses 2.5-8:

"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!"

Quais são as nossas "duas moedas"?

"Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas.
Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre.
E disse: "Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros.
Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver".(Lucas 21.1-4)

Não podemos pensar que generosidade se manifesta apenas através de dinheiro. Generosidade deve ser exibida em nossas vidas com tudo aquilo que temos!

Devemos estar especialmente atentos ao nosso coração para compreender quais são as "duas moedas" em nossa vida, no atual momento.

Como a passagem mostra, existiam pessoas que contribuíam com grandes somas de dinheiro, mas isso não tocou o coração de Jesus, pois eles faziam isso daquilo que sobrava. Não era algo sacrificial.

Talvez, aos olhos de Cristo, seria mais oportuno se aqueles homens conseguissem dispor de 1 hora do seu tempo para servir alguém, pois este tempo poderia ser algo mais precioso do que sacar a carteira e fazer uma doação de alto valor.

Por isso, precisamos analisar a nossa vida e discernir: quais são as minhas duas moedas hoje?

Às vezes, fazer uma doação financeira com altas cifras seja pouco significativo, mas separar um tempo da agenda ou dedicar um pouco de energia para servir alguém será mais generoso aos olhos do Senhor, pois generosidade segundo Deus é algo sacrificial.

Há uma única declaração de Jesus que consta unicamente fora dos Evangelhos. Ela surge mencionada por Paulo em Atos 20.35:

"Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber".

Que Ele mesmo nos conduza a seguir o Seu exemplo e vivermos uma vida de generosidade nesta terra, sinalizando o Seu Reino e a Sua entrega por amor a nós!
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