sábado, 7 de julho de 2018

Princípios contra a Ganância: Deixe que escolham Primeiro

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Abraão foi um dos homens mais ricos retratados na Bíblia. Ele foi chamado por Deus para iniciar um novo povo, a partir da promessa miraculosa de ter um filho na velhice e de fato, isso ocorreu.

Porém, apesar de sua riqueza, é perceptível que Abraão não era um homem ganancioso. Em diversos momentos da sua vida, suas atitudes dão testemunho de que ele não era movido pela possibilidade de obter tudo para si.

Essas atitudes podem nos direcionar a princípios norteadores, de modo que seja qual for a sua condição material, o seu coração permaneça protegido desse torpe sentimento ganancioso:

Princípios contra a Ganância 

1) Deixe que escolham primeiro!

Os pastores de Abraão e seu sobrinho Ló entraram em desavença. A região em que viviam juntos ficara pequena para suportar o tamanho dos rebanhos. Era necessário tomar uma decisão.
Abraão procura o seu sobrinho Ló e faz a seguinte proposta:

"Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos nos separar! Se você for para a esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda." (Gênesis 13.9)

Abraão tinha algumas prerrogativas para ter a prioridade na escolha: era o mais velho, foi a partir de sua riqueza que seu sobrinho pôde começar a ter a sua...

É óbvio também que ter a prioridade da escolha pressupõe optar pelo melhor lugar, a área mais lucrativa ou bem localizada. Contudo, Abraão abre mão desse direito e permite que seu sobrinho Ló escolha primeiro.

Sem entrar no mérito da escolha de Ló, a atitude de Abraão é um grande antídoto à ganância: Deixe que escolham primeiro!

Quando tomamos a decisão humilde de abrir mão do nosso poder de escolha em favor de outro, submetemos a um controle o ganancioso impulso humano de sempre garantir o melhor para o nosso lado, de querer ajuntar tudo que existe para debaixo do nosso controle, de levar vantagem em todas as situações.

E acima de tudo, essa posição reforça a nossa imagem de filhos de Deus e dependentes dEle. Quando abrimos mão de algo, nos assemelhamos a Cristo que se esvaziou da sua majestade por amor a nós e reconhecemos que o Senhor é capaz de nos prover aquilo que precisamos, mesmo em meio às condições menos favoráveis.

Para evitar a ganância, deixe que escolham primeiro. Abra mão das suas prerrogativas e deixe-se descansar debaixo dos cuidados de Deus.

domingo, 24 de junho de 2018

Como fazemos nossas orações?

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"Clamo a ti, Senhor; vem depressa! Escuta a minha voz quando clamo a ti.
Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios. Não permitas que o meu coração se volte para o mal, nem que eu me envolva em práticas perversas com os malfeitores. Que eu nunca participe dos seus banquetes!
Fira-me o justo com amor leal e me repreenda, mas não perfume a minha cabeça o óleo do ímpio, pois a minha oração é contra as práticas dos malfeitores.
Quando eles caírem nas mãos da Rocha, o juiz deles, ouvirão as minhas palavras com apreço.
Mas os meus olhos estão fixos em ti, ó Soberano Senhor; em ti me refugio; não me entregues à morte.
Guarda-me das armadilhas que prepararam contra mim, das ciladas dos que praticam o mal."
(Salmo 141.1, 4-6, 8-9)

O salmo 141 traz uma oração sincera e profunda, um clamor a Deus do fundo do coração do salmista por mudança de atitude, santidade, justiça e proteção.

Ler esse salmo é uma oportunidade para refletir sobre a maneira como fazemos nossas preces:

* Quanto tenho orado pela transformação das minhas ações, pela mudança do meu caráter?

* A minha oração reconhece a maldade que há em mim e a necessidade de ser fortalecido pelo Senhor?

* Tenho reconhecido o Senhor como um oleiro ou quero apenas que Ele seja um despenseiro ou até pior, um mordomo?

* Minhas orações são como a do publicano, reconhecem a minha falta, a minha fraqueza, a minha inadequação ou são mais parecidas com a do fariseu, cheias de auto-congratulação? (vide Lucas 18.10-13)

* Oro por salvação, libertação, para que Deus me considere como um canal para os Seus planos ou apenas intercedo para que Ele compre a ideia dos meus projetos?

* Oro porque amo a Sua companhia ou porque é um ato protocolar, mais uma daquelas atitudes esvaziadas de sentido que faço todos os dias?

Que Deus nos dê uma mente capaz de entender como devemos orar e a sensibilidade para ser guiados pelo Espírito em cada petição.
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